Ataque recorde à Marchesi Antinori

A vinícola mais antiga da Itália, a Marchesi Antinori, sofreu um prejuízo estimado em 5 milhões de euros (R$ 29,3 milhões) com o furto de cerca de 30 mil garrafas. O ataque ocorreu no armazém logístico de Cortona, na Toscana, onde estavam estocados lotes prontos para exportação dos rótulos Solaia, Tignanello e Guado al Tasso.

Impacto no mercado de luxo

O roubo não é apenas financeiro, mas estratégico. A quadrilha, composta por pelo menos sete pessoas, desativou os sistemas de segurança e utilizou dois caminhões para retirar a carga durante a madrugada. O CEO Renzo Cotarella classificou o grupo como altamente organizado, levantando suspeitas de que seja a mesma rede responsável por outros ataques recentes a produtores italianos.

Risco de falsificação e ofertas suspeitas

Em resposta ao incidente, a empresa emitiu alertas aos importadores e distribuidores globais, orientando-os a desconfiar de preços abaixo do mercado. Com a safra 2023 já circulante, a preocupação central é a reintrodução das garrafas roubadas no mercado secundário ou sua utilização para adulterar rótulos autênticos, prejudicando a reputação da marca.

Contexto histórico e segurança

Os rótulos visados são ícones dos chamados supertoscanos, com valores unitários que podem ultrapassar 500 euros. A Antinori reforçou seu sistema de rastreabilidade, implementado após apreensões anteriores de falsificações, para identificar cada unidade produzida desde 2016. Este evento destaca a crescente vulnerabilidade dos ativos de luxo frente a crimes organizados.